TERÇA TUMBLR
PRADA MENSWEAR out/inv 2012/13
Bem, vai levar tempo pra Miuccia Prada parar de ser comparada a entidades divinas ou mágicas, afinal de contas proporcionar uma exibição dessa magnitude e impacto não é tarefa fácil. Música clássica e uma tapeçaria estilo construtivista germânico junto das roupas deu a esse desfile um status de obra-prima. Só explodem elogios para a caasa que foi esperta e colocou várias, várias celebridades que na Europa tem muito mais peso e status que aqui, como os atores Willem Dafoe, Gary Oldman, Adrien Brody, Tim Roth e Jamie Bell, que desfilaram para esse inverno, que propõe uma coleção, usável, inspirada em elementos da indumentária militar.
No link, o vídeo do desfile da PRADA que marcou a semana de Milão para o Inverno 2012/13.
LUCAS SAMARAS, Vanguarda e Polaroids
Lucas Samaras, nascido em 1936, é um multi – artista grego radicado nos Estados Unidos que desde 1969 cria fotos usando seu corpo como metáfora e objeto principal, simulando distorções e mutilações da sua auto-imagem. Samaras não se restringe somente a fotografias, inicialmente seus experimentos ficaram focados na pintura, escultura e perfomance – participou de muitos happenings – e sua obra completa conta ainda com instalações, pequenos objetos, esculturas etc., ainda lidando com assuntos relacionados ao corpo e suas fetichizações.
Em suas séries Auto-Polaroids (1971) o artista explorou técnicas de manipulação manual sobre Polaroid; uma linguagem muito nova pra sua época, e seguido de Phototransformations, que foram passos cruciais nas experiências do artista, colocando-o no grupo de vanguardistas da Escola de Nova Jersey, ao lado de nomes como Roy Liechtenstein e Robert Watts. Representado pela curadoria de Stephen Friedman, seu trabalho está presente no acervo de muitas instituições, públicas e privadas, de arte em Londres, Los Angeles, Honolulu, NY, Camberra e Atenas e alguns de seus trabalhos circulam pelo mundo em exposições.
Estudos de Corpo por G. L. Arlaud
Georges Louis Arlaud (1869-1944) é um fotógrafo francês que estudou fotogravura num período entre as décadas de 1920 e 1930. Na sua publicação Vingt Etudes de Nu en Plein Air (1º edição por Horos Edition D’Art, Circa 1925, em francês) encontram-se várias imagens assinadas pelo autor. Hoje em dia mulheres nuas em locações externas já virou lugar-comum, a diferença é que na época era algo inusitado e tido até como escandaloso.
Arlaud vivia em Lyon e decidiu viajar por toda a França para fotografar mulheres nuas nos Alpes, em cavernas, rochedos, no Mediterrâneo ou até mesmo em molduras mais glaciais. A intenção do artista era obter imagens que conversassem com o movimento modernista, que estimulava o nu ao ar livre – vide Man Ray e seus retratos de Kiki - e que estava em ebulição naquela década. G. L. Arlaud também fotografou para a Mídiateca de Arquitetura e do Patrimônio do Ministério de Cultura da França.












































